Skip to main content
EU_ECONOMICS06 / 10 · história do dia3 min · 838 palavras · 31 fontes

Scanners da ASML abaixo da procura em 2028

✦
Escrito por IAto brief AI · 15 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Customers forecast more scanners than ASML expects to deliver.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

A ASML prevê que, em 2027 e 2028, consiga entregar menos scanners do que os clientes estimam vir a necessitar, informou a empresa a 14 de outubro, sem quantificar a diferença (resultados do terceiro trimestre da ASML). A empresa neerlandesa fabrica as máquinas que imprimem os padrões dos circuitos no silício, pelo que o alerta diz respeito ao ritmo a que novas fábricas de chips podem ser equipadas. Saber se isso também se traduzirá em menos chips é outra questão, para a qual os dados disponíveis ainda não dão resposta.

O que a ASML disse sobre máquinas e encomendas

O alerta abrange duas famílias de máquinas. Os scanners de litografia por ultravioleta extremo (EUV) usam luz de comprimento de onda muito curto para imprimir as camadas mais finas dos chips avançados. Os scanners de imersão por ultravioleta profundo (DUV), mais antigos, são máquinas já consolidadas no fabrico de chips e imprimem através de uma fina película de água.

Em julho, a ASML previa aumentar em 30% a capacidade de produção de ambas as famílias em 2027, face a uma base de cerca de 65 sistemas EUV e 130 sistemas DUV de imersão em 2026 (resultados do segundo trimestre da ASML). Esse plano fica agora aquém das previsões dos clientes. A empresa diz estar a estudar uma expansão adicional, mas ainda não divulgou uma nova contagem de máquinas (resultados do terceiro trimestre da ASML).

Os clientes pediram à ASML que aceitasse encomendas para entrega em 2029 e 2030, mas o diretor financeiro, Roger Dassen, afirmou que a empresa ainda não as aceitou, enquanto compara a procura total com aquilo que consegue comprometer-se a fornecer (transcrição da chamada sobre os resultados do terceiro trimestre). São previsões formalizadas por escrito, ainda sem constituírem encomendas confirmadas.

A procura que já se traduziu em vendas também está a crescer. No terceiro trimestre, as vendas ascenderam a 11,662 mil milhões de euros, com 113 sistemas novos, contra 9,326 mil milhões e 86 sistemas no segundo trimestre (resultados do terceiro trimestre da ASML). Este total inclui todas as categorias de sistemas que a ASML vende e nada revela sobre o número de máquinas EUV ou DUV de imersão já formalmente encomendadas para entrega em 2027 e 2028.

Quando a falta de um scanner significa menos chips

Um scanner realiza uma das etapas de um processo longo. Projeta o padrão de um circuito sobre uma camada fotossensível aplicada a uma bolacha de silício, o disco fino onde os chips são fabricados; em seguida, a fábrica grava o padrão, deposita materiais e repete o ciclo, camada após camada (imec).

O atraso de um scanner só se transforma em escassez de chips se se verificarem duas condições. Primeiro, uma nova linha de produção tem de estar à espera apenas desse scanner, com o edifício, a alimentação elétrica, os restantes equipamentos e o rendimento já assegurados — o rendimento é a proporção de chips funcionais em cada bolacha. Segundo, as fábricas existentes têm de ser incapazes de produzir os chips que essa linha deveria fornecer. O alerta da ASML não demonstra que estas condições se verifiquem.

A exposição depende também do que cada fábrica produz. A unidade da STMicroelectronics em Catânia, por exemplo, fabrica chips de potência em carboneto de silício sobre bolachas de 200 milímetros (ST); não há informação que a ligue a esta insuficiência.

Máquinas mais rápidas poderão compensar parte da diferença. O próximo modelo EUV convencional da ASML, o NXE:3800F, tem uma velocidade nominal de 260 bolachas por hora, contra 230 no modelo atual, e começará a ser entregue em pequenas quantidades no início de 2027 (transcrição da entrevista à ASML). São velocidades nominais, não resultados medidos numa fábrica, e a ASML não indicou que parcela da diferença estas máquinas poderão compensar.

Quem está exposto

Parte da limitação está na cadeia de fornecimento alemã da ASML. Uma máquina EUV demora cerca de um ano a ser construída, e as óticas da ZEISS e os lasers da TRUMPF estão entre os componentes com prazos de entrega mais longos (Reuters, julho). A ZEISS tem vindo a aumentar a capacidade de produção em Oberkochen (ZEISS), e o diretor executivo, Christophe Fouquet, afirmou na chamada sobre os resultados que a ZEISS não era o fator limitador (transcrição da chamada sobre os resultados do terceiro trimestre).

Entre as empresas que planeiam investimentos com base na disponibilidade destas máquinas estão a TSMC, a Samsung, a Intel, a SK hynix e a Micron, identificadas pela Reuters entre os clientes em expansão (Reuters). A ASML não disse como repartirá uma oferta limitada entre elas nem se os preços poderão mudar. Fouquet relaciona as previsões dos clientes com as expectativas sobre a dimensão e a duração do investimento em inteligência artificial (resultados do terceiro trimestre da ASML); por isso, a dimensão da diferença depende também de esse investimento se manter.

A ASML confirmou que a oferta de máquinas que planeia disponibilizar fica abaixo do que os clientes esperam vir a necessitar, mas não quantificou a diferença. Enquanto não publicar uma previsão revista do número de máquinas que irá entregar, ninguém fora da empresa consegue medir em que medida essa diferença atrasará a abertura de novas fábricas, muito menos o efeito que terá na oferta de chips.

Details about this article
Model:
claude-opus-5-5
Generated:
10/15/2026, 1:36:09 AM
Pipeline run:
eu_pipeline_20261015_005006
Watermark:
SynthID (Google's invisible watermark)
Human review:
None before publication
Learn more about our methodology →