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EU_ECONOMICS14 / 18 · história do dia3 min · 719 palavras · 27 fontes

Lev ainda guardado em casa

Escrito por IAto brief AI · 5 de julho de 2026, 02:50
Como foi escrita

The unreturned billions have become a permanent, domestic fixture in Bulgaria's rural landscape.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

Até 30 de junho, o Banco Nacional da Bulgária tinha recolhido 29,4 mil milhões de levs em notas e moedas antigas, o equivalente a 94,48 por cento do dinheiro físico em circulação no início de 2025 (24 Chasa, Fakti). Nas carteiras, caixas registadoras e cofres das empresas passaram a circular notas e moedas de euro no valor de cerca de 8,8 mil milhões de euros (Fakti).

A conversão não trouxe qualquer surpresa cambial: cada lev foi convertido à taxa fixa de 1,95583 levs por euro, definida por lei (BNB). Na prática, a Bulgária já vivia com a sua moeda presa à âncora europeia desde 1997, através de um conselho monetário, um regime que limita a emissão de moeda nacional à existência de reservas suficientes em moeda estrangeira. A entrada no euro mudou, por isso, o dinheiro que as pessoas têm na mão, não o valor de referência da sua moeda.

O período de dupla circulação, durante o qual as lojas aceitavam levs e euros, terminou a 1 de fevereiro de 2026. Desde então, o euro é a única moeda com curso legal no país (Vesti).

Os últimos 1,7 mil milhões de levs mostram quem ainda usa dinheiro vivo

Cerca de 1,7 mil milhões de levs continuam fora dos cofres do Banco Nacional da Bulgária (24 Chasa). Estarão em frascos, envelopes familiares, casas rurais, mealheiros de crianças ou pequenos cofres esquecidos de negócios locais (Novinite, Viaranews). Ninguém perde esse dinheiro: o banco central continuará a trocar levs antigos por euros gratuitamente, sem prazo e sem limite de montante (Fakti).

O acesso fácil, porém, estreitou-se a 1 de julho. Os bancos comerciais e os correios só estavam obrigados a trocar levs gratuitamente até 30 de junho; a partir de julho, podem cobrar comissões (Club Z, BNR News). O custo não está numa taxa de câmbio desfavorável, mas na deslocação até um balcão do banco central, nas filas e na burocracia. Para quem vive numa aldeia longe de uma agência bancária, recuperar uma pequena poupança em levs pode significar pagar autocarro, perder meio dia e transportar dinheiro vivo entre localidades.

Esse dinheiro por devolver é, por isso, uma pista sobre quem continua mais dependente da moeda física: idosos, trabalhadores informais, famílias rurais, pequenos comerciantes. O banco central publica o total, mas não detalha os valores por região, idade ou rendimento (24 Chasa). O Estado sabe quanto dinheiro falta recolher. Ainda não mostra quem ficou com ele nas mãos.

A discussão é sobre preços, não sobre notas

A Croácia entrou no euro a 1 de janeiro de 2023, à taxa fixa de 1 euro por 7,53450 kunas (Council of the EU). A Comissão Europeia considerou que a transição decorreu sem sobressaltos e que o efeito direto da conversão sobre os preços foi limitado (European Commission). Muitos consumidores, ainda assim, atribuíram ao euro arredondamentos em restaurantes e subidas em hotéis. Os analistas apontaram antes para a energia e os serviços como fatores mais fortes de inflação (Večernji list).

A Bulgária enfrenta a mesma tensão. A estimativa rápida do Eurostat para junho de 2026 colocou a inflação anual búlgara em 5,3 por cento, embora os preços tenham caído 0,4 por cento face ao mês anterior (Euronews). A maior parte dessa taxa anual vem dos custos da energia, não de arredondamentos nas caixas registadoras. Para limitar abusos, a Bulgária impôs a dupla indicação de preços entre agosto de 2025 e agosto de 2026: em cada etiqueta, os consumidores viam o valor em levs e em euros, o que dificultava aumentos disfarçados (Vesti).

Os vizinhos olham para a Bulgária e vêem as suas próprias preocupações

Na Polónia, parte da imprensa apresenta a transição búlgara como um aviso: as férias baratas na Bulgária poderão seguir o «caminho croata» de preços mais altos (Onet). Na Roménia, a leitura é diferente: a Bulgária já entrou no euro, enquanto Bucareste continua a falhar os critérios de adesão, sobretudo em inflação e contas públicas (Economica, ECB). Os mesmos factos são absorvidos por debates políticos distintos.

O lev está a desaparecer sem grande ruído, e essa discrição é parte do êxito da operação. Os últimos 1,7 mil milhões de levs voltarão lentamente aos balcões do banco central. A disputa sobre o que o euro fez aos preços durará mais do que o próprio dinheiro antigo.

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7/5/2026, 2:40:04 AM
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