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TECH_SCIENCE07 / 10 · história do dia3 min · 720 palavras · 20 fontes

Flandres regista 14 casos locais do Nilo Ocidental

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Escrito por IAto brief AI · 17 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

In Flemish gardens, the bird–mosquito cycle now reaches people.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

Na Flandres, uma picada de mosquito pode agora transmitir o vírus do Nilo Ocidental. A Bélgica registou as primeiras infeções humanas contraídas localmente nesta época, num total de 15 até 7 de outubro (ECDC). Em agosto de 2025, cientistas belgas já tinham encontrado o vírus em aves selvagens (Sciensano). Os casos humanos mostram que um vírus detetado primeiro na vida selvagem já está a chegar às pessoas.

«Contraída localmente» significa que a pessoa foi infetada dentro do país, e não durante uma viagem ao estrangeiro (relatório semanal do ECDC). A 15 de outubro, as autoridades flamengas comunicaram 14 casos confirmados e duas mortes, ambas de pessoas com risco de doença grave (Departamento de Saúde da Flandres). Estes casos são apenas a parte visível do problema: a maioria das infeções pelo vírus do Nilo Ocidental não provoca sintomas (ficha informativa do ECDC), pelo que muitas pessoas infetadas não consultam um médico nem fazem um teste.

Uma corrida de estafetas entre aves e mosquitos

Para perceber por que razão a deteção do vírus numa ave interessa às pessoas, imagine-se uma corrida de estafetas. Durante todo o verão, aves selvagens e mosquitos passam o vírus uns aos outros: um mosquito alimenta-se do sangue de uma ave infetada, o vírus multiplica-se no inseto e uma picada posterior transmite-o a outra ave (ISS). As aves mantêm o ciclo porque o seu sangue transporta vírus em quantidade suficiente para que o mosquito seguinte também se infete.

As pessoas e os cavalos ficam fora desse ciclo. Podem adoecer, mas têm tão pouco vírus no sangue que não conseguem infetar um mosquito que os pique (serviço federal de saúde belga). Os especialistas chamam-lhes «hospedeiros terminais»: neles, a cadeia de transmissão interrompe-se.

Isto tem uma consequência prática: uma pessoa infetada na Flandres não transmite o vírus aos mosquitos que a rodeiam e, por isso, não alimenta o surto. Cada caso humano aponta para mosquitos infetados e, antes deles, para aves portadoras do vírus nas proximidades. É um sinal de que o ciclo entre aves e mosquitos está ativo perto de onde vivem pessoas.

O que revelaram as aves e os cavalos

A Bélgica detetou o vírus em aves antes de registar casos humanos contraídos localmente. Isso indica a ordem em que foi encontrado, não quando chegou ao país. Como a maioria das infeções não provoca sintomas, é possível que casos humanos anteriores tenham passado despercebidos.

Este ano, os dados sobre animais mostraram até onde o vírus se tinha espalhado. A Bélgica comunicou 14 focos em cavalos e 26 em aves, distribuídos por 18 das suas 44 regiões estatísticas (relatório ECDC–EFSA). Cada tipo de animal revela algo diferente: um foco em aves mostra que o ciclo de transmissão está ativo naquela zona; um cavalo doente é um hospedeiro terminal, tal como uma pessoa. A doença num cavalo indica que os mosquitos infetados já picavam grandes mamíferos na zona, pelo que as pessoas próximas estavam expostas às mesmas picadas.

A Bélgica não é caso isolado. Este ano, o ECDC descreveu um número recorde de infeções pelo vírus do Nilo Ocidental, que chegou a novas zonas da Europa (ECDC). Segundo o relatório conjunto do ECDC e da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, a época de transmissão de 2026 abrangeu uma área maior do que em qualquer ano anterior. No início de outubro, a transmissão já tinha abrandado face ao pico de agosto e setembro (relatório ECDC–EFSA).

A proteção passa por evitar picadas. O ECDC recomenda o uso de repelente de insetos, roupa larga que cubra o corpo ao fim do dia, quando os mosquitos estão mais ativos, redes nas janelas e sobre as camas, e a eliminação de água estagnada, onde os mosquitos se reproduzem (ECDC). Estas medidas são especialmente importantes para quem corre maior risco de doença grave, como as duas pessoas que morreram na Flandres.

Em cerca de um ano, a Bélgica passou de detetar o vírus em aves selvagens a registar pessoas infetadas no seu território, com o vírus presente em animais em grande parte do país. A cadeia está agora documentada em cada uma das suas etapas: da ave ao mosquito, e deste ao cavalo e à pessoa. As equipas que acompanham a saúde animal e humana vão verificar se o ciclo recomeça nos mesmos locais quando os mosquitos regressarem no próximo verão.

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10/17/2026, 1:35:22 AM
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