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EU_PUBLIC_AFFAIRS10 / 10 · história do dia3 min · 813 palavras · 47 fontes

França precisa de tanque antes do MGCS

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Escrito por IAto brief AI · 10 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

The joint programme continues, while France’s replacement deadline draws nearer.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

Paris e Berlim continuam a querer cooperar no desenvolvimento de tecnologia para carros de combate, mas não se comprometeram a construir um modelo comum a tempo de responder à necessidade anunciada por França. A 9 de outubro, os ministros da Defesa dos dois países garantiram que o programa conjunto para desenvolver o futuro carro de combate continuava (Reuters, Deutschlandfunk). No dia anterior, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francês dissera ao Parlamento que a Alemanha tinha abandonado o projeto (Assembleia Nacional, Franceinfo).

Em Le Haillan, perto de Bordéus, a ministra francesa Catherine Vautrin disse que o Main Ground Combat System (MGCS) continuava atual. O seu homólogo alemão, Boris Pistorius, afirmou que ninguém tinha posto fim ao programa e chamou-lhe um projeto emblemático da cooperação franco-alemã (Reuters).

Nenhum dos ministros esclareceu o que o programa deverá produzir. O Handelsblatt observou que ficou por decidir se o resultado será um único carro de combate comum ou veículos nacionais distintos, ligados por tecnologia partilhada (Handelsblatt). A indefinição pesa porque o MGCS é um acordo entre dois países, não um programa da União Europeia: Paris e Berlim decidem o seu âmbito, o serviço alemão responsável pelas aquisições assina os contratos e cada governo continua livre de financiar os seus próprios carros de combate.

O que disse o general e o que o seu gabinete corrigiu

Fabien Mandon, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de França, disse à comissão de Defesa da Assembleia Nacional que os resultados eram fracos e que os alemães tinham decidido sair do programa. Chamou à situação uma má notícia para a indústria. Acrescentou que não se tratava de um fracasso total, uma vez que os chefes dos dois exércitos tinham acordado um documento com requisitos comuns para um futuro carro de combate (Franceinfo). Nesse dia, noticiámos o seu relato (To Brief).

Nessa mesma noite, o gabinete de Mandon divulgou um esclarecimento. Segundo a AFP, o texto dizia que o MGCS estava atrasado, mas continuava, e que uma proposta industrial apresentada no início de 2026 não permitiria substituir os carros de combate franceses atuais por volta de 2037 (AFP/Boursorama). Esse é o prazo relevante para Paris. Um carro de combate construído em conjunto, acrescentava o comunicado, só chegaria no final da década de 2040 (AFP/Boursorama).

O Estado-Maior francês disse ainda que a Alemanha optara por um estudo nacional sobre o sucessor do Leopard 2. Esse estudo não consta de nenhum documento alemão divulgado até agora; por enquanto, a informação assenta apenas na declaração francesa.

Como a ambição foi reduzida

Os problemas do programa começaram antes desta semana. Em outubro de 2025, Emmanuel Chiva, então responsável francês pelas aquisições de defesa, disse a senadores que a primeira proposta do consórcio industrial custava cerca do dobro da estimativa inicial e que França a tinha recusado (Senado francês).

Nove meses depois, o compromisso tinha encolhido. No conselho de defesa de 17 de julho de 2026, os dois governos acordaram apenas investigar em conjunto como os veículos blindados poderiam combater em rede, levando o trabalho até à demonstração de que o conceito funciona. O texto não indicava um veículo comum, um orçamento ou um prazo (Élysée). Os documentos mostram esta sequência, mas não provam que a recusa da proposta tenha causado o recuo.

Há já algum trabalho de engenharia em curso. A 11 de março de 2026, o serviço alemão responsável pelas aquisições encomendou à Rolls-Royce o desenvolvimento de um motor híbrido para o MGCS, sem divulgar o preço (Rolls-Royce).

Cada exército planeia sozinho a próxima década

França não está à espera. A lei de programação militar atualizada, publicada a 17 de setembro de 2026, prevê 200 carros de combate Leclerc, dos quais 160 serão modernizados, e financia estudos para um modelo intercalar, cuja entrada ao serviço é esperada por volta de 2035 (Légifrance). O plano alemão documentado prevê a compra de Leopard 2A8 modernizados, em vez de um novo modelo (BMVg).

Para lá das duas capitais, o impacto conhecido é limitado. Os Países Baixos estão a comprar pelo menos 46 Leopard 2A8 através de uma aquisição liderada pela Alemanha; o batalhão deverá estar completo em 2031, e o país pediu estatuto de observador no MGCS (governo neerlandês, governo neerlandês). Essa compra prossegue de qualquer modo. O que falta aos planeadores neerlandeses é um calendário para o que vier depois do Leopard.

A afirmação inicial de Mandon, de que a Alemanha tinha abandonado o programa, foi mais longe do que a correção do próprio gabinete. Os ministros, por seu lado, confirmaram que o programa continua, mas não apresentaram um veículo, verbas ou um prazo que sustentem essa garantia. À luz da informação pública, o projeto conjunto mantém-se, mas não há um carro de combate comum com financiamento assegurado e calendário definido que responda à necessidade de substituição anunciada por França.

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10/10/2026, 1:39:26 AM
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