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EU_PUBLIC_AFFAIRS10 / 10 · história do dia3 min · 766 palavras · 37 fontes

Irão reivindica ataque a petroleiro Al Maqam

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Escrito por IAto brief AI · 13 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Iran names a tanker; its condition and crew remain unconfirmed.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão afirma ter atingido, na segunda-feira, 12 de outubro, um superpetroleiro que saía do estreito de Ormuz. O vídeo divulgado mostra a popa identificada como Al Maqam, um navio que integra a frota da ADNOC Logistics & Services, divisão de transporte da petrolífera estatal de Abu Dhabi (Tasnim, Maritime Executive). Nenhum operador, Estado de bandeira ou autoridade marítima confirmou o ataque. Outros navios foram atingidos na região, enquanto a missão naval da UE em apreciação no parlamento alemão não tem mandato para os proteger em Ormuz (Bundestag).

O que o vídeo mostra e o que não permite concluir

A Guarda acusa o petroleiro de ter desligado o sistema de navegação e ignorado avisos navais. O comunicado não indica coordenadas, não inclui o relato da tripulação e não descreve como o navio terá sido atacado.

O navio existe. A Maritime Executive associa a popa filmada ao número IMO 9732577, identificador permanente dos grandes navios, e observa que o momento do alegado ataque é incerto (Maritime Executive). A ADNOC Logistics & Services inclui o Al Maqam entre os seus grandes petroleiros de crude na lista da frota de outubro (ADNOC L&S). Segundo a TradeWinds, a empresa recusou comentar.

Isto confirma a ligação do navio à frota da ADNOC, mas não que tenha sofrido danos. Os dados públicos de localização não resolvem a questão: a última posição AIS conhecida do petroleiro — o sinal de localização emitido pelo transponder — tinha 51 dias quando foi consultada, a 13 de outubro (VesselFinder). Um registo tão antigo não permite situá-lo no local indicado nem determinar se a tripulação desligou deliberadamente o sinal.

O vídeo tem o mesmo limite. Mostra o navio que o Irão escolheu filmar, mas não permite saber quando ou onde as imagens foram gravadas, nem o que provocou o fumo.

Os ataques confirmados

A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), centro da Marinha britânica que regista incidentes de segurança marítima, assinalou que um petroleiro que saía do estreito foi atingido por um projétil de origem desconhecida por volta das 19h20 UTC de sábado, 10 de outubro. O navio incendiou-se e a tripulação foi dada como sã e salva (UKMTO). No domingo, um drone atingiu o petroleiro Petro Dolphin, fundeado em Sohar, Omã. O ministro indiano da Marinha Mercante disse que nove dos 11 marinheiros indianos a bordo foram resgatados e dois estavam desaparecidos (Sarbananda Sonowal). Nenhum destes relatos identificou um responsável.

A numeração usada pelo próprio Irão não coincide com este registo. A Guarda chama ao Al Maqam o «terceiro» superpetroleiro infrator, mas uma notícia da Tasnim de domingo já usara «terceiro» para designar um petroleiro aliviador não identificado que embateu numa mina: era outro navio, noutro dia e atingido por outra arma (Tasnim). As reivindicações surgem depois de Teerão também ter rejeitado a resposta de Washington sobre a reabertura do estreito (To Brief).

O que a Europa pode e não pode fazer

A presença naval da UE na região é a EUNAVFOR Aspides, uma missão que protege navios mercantes no mar Vermelho. O Bundestag vota a 15 de outubro a prorrogação da participação alemã (Bundestag). Essa votação determina o papel da Alemanha, não a área de atuação da missão: o mandato da Aspides exclui expressamente Ormuz e o golfo Pérsico, e a sua extensão a essas águas exigiria uma decisão conjunta dos governos da UE, não de um parlamento nacional.

Até lá, os navios que atravessam Ormuz dependem de seguros, não de escoltas. Corretores citados pelo Financial Times a 6 de outubro estimaram que os prémios de risco de guerra para petroleiros — a cobertura adicional contratada para navegar em zonas de conflito — representavam entre 6 e 10 por cento do valor do casco (Financial Times). Esse nível foi fixado antes da reivindicação de segunda-feira. Os dados consultados não permitem saber que parcela desse custo recai especificamente sobre os armadores europeus.

As imagens divulgadas pelo Irão provam que existe um petroleiro da ADNOC chamado Al Maqam, mas não que tenha ardido na segunda-feira. A ADNOC e a Libéria, país de registo do navio e Estado de bandeira indicado pelo VesselFinder, poderiam esclarecer se sofreu danos e se a tripulação está em segurança (VesselFinder). Nenhuma das duas entidades se pronunciou. O local e o momento da gravação continuariam a ser questões distintas. Os ataques confirmados já mostram o risco: um petroleiro incendiou-se no sábado e dois marinheiros indianos continuam dados como desaparecidos após o incidente em Sohar (Sarbananda Sonowal). O mandato da Aspides não abrange essas águas.

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10/13/2026, 1:43:22 AM
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