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EU_ECONOMICS06 / 10 · história do dia3 min · 880 palavras · 45 fontes

Negociações sobre Ormuz deixam petroleiros expostos

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Escrito por IAto brief AI · 12 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Hormuz remains a passage in name while captains wait for safe water.

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o texto · 3 min de leitura

As negociações sobre Ormuz deixam petroleiros expostos

A passagem pelo estreito de Ormuz continua sem garantias de segurança. O Irão diz que Washington aceitou algumas das suas sete condições para reabrir o estreito, mas deixou as restantes por esclarecer; até os EUA clarificarem a resposta, não haverá novos passos, segundo Teerão (IRNA, Reuters). A afirmação não tornou a rota mais segura: no sábado, um petroleiro que saía do Golfo comunicou ter sido atingido por um projétil (UKMTO); no domingo, outro reportou danos cuja causa permanece incerta. O petróleo e o gás do Golfo continuam a chegar à Europa em poucas viagens, e dispendiosas, sem que tenha sido fixada uma data para o regresso do tráfego marítimo normal.

Quem avança primeiro

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, fez a afirmação numa entrevista divulgada pela agência estatal a 11 de outubro (IRNA). Não especificou quais das condições foram aceites nem quais ficaram «ambíguas». Como não foi publicado qualquer texto dos EUA, a existência de um acordo parcial assenta apenas no relato de Rezaei.

As sete condições de Rezaei não são públicas. O retrato mais claro do que Teerão pretende vem de um plano distinto, apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, na ONU, no final de setembro. Nesse plano, os EUA agem primeiro, o Irão reabre o estreito depois e as negociações só começam a seguir (AP). Teerão quer que Washington levante o bloqueio naval aos portos iranianos e liberte as receitas do petróleo e os fundos congelados. Não se sabe se este plano e a lista de Rezaei contêm as mesmas exigências.

Washington quer inverter a ordem. Os responsáveis norte-americanos defendem que tem de haver primeiro progressos concretos na questão nuclear, porque as promessas iranianas se revelaram pouco fiáveis após o colapso de um acordo provisório em junho (AP). A sequência importa porque o controlo da rota marítima é o principal instrumento de pressão do Irão. Pelo plano de Araghchi, Teerão obteria alívio antes de abdicar dessa vantagem.

Porque continuaria um comandante à espera

O incidente de sábado é o mais bem documentado. A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), um serviço britânico que transmite a outros navios os relatos recebidos, registou que um petroleiro não identificado, a sair do Golfo, foi atingido no lado de bombordo por um projétil de origem desconhecida às 19h20 UTC. O navio incendiou-se e a tripulação foi dada como segura (UKMTO).

Os danos de domingo são menos claros. A UKMTO comunicou danos no lado de bombordo de um segundo petroleiro que saía do Golfo, sem identificar o navio nem a causa. Separadamente, o ministro indiano da Navegação identificou como VALTHERA um navio atingido nesse dia e disse que os seus 11 tripulantes indianos estavam em segurança (UKMTO, Sonowal). A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que um superpetroleiro, numa rota que classificou como não autorizada, desligou os sistemas de navegação e embateu numa mina marítima (Tasnim). A Guarda não indicou o nome do navio nem a sua localização; a UKMTO não identificou qualquer mina, e a Guarda já fez alegações de ataques que não foram verificadas (To Brief).

Para o comandante de um navio, a causa dos danos pesa menos do que o risco. A Organização Marítima Internacional continua a aconselhar os navios a evitarem as rotas reconhecidas onde foram comunicadas minas (IMO). Nenhuma versão publicada do plano iraniano explica como se confirmaria que as águas estão seguras depois de anunciada a reabertura.

As viagens que ainda se fazem

Ainda há alguma carga a atravessar o estreito, mas muito pouca. A empresa de dados Kpler contabilizou sete passagens de navios de mercadorias em 6 de outubro, o valor diário mais baixo desde julho (Reuters).

Grande parte do petróleo segue no que os corretores chamam uma «viagem de vaivém»: um petroleiro de grande dimensão entra no Golfo, carrega e sai, muitas vezes transferindo a carga para outro navio que aguarda no exterior. Corretores citados pelo meio grego OT estimam que cada viagem custe entre 30 e 40 milhões de dólares, ou 15 a 20 dólares por barril, antes do seguro (OT). Quem contrata o petroleiro paga esse custo. Não foi medido quanto acaba por se refletir nas faturas de combustível na Europa.

Para os compradores de gás, o problema é diferente: algumas cargas nem sequer chegam. A italiana Edison afirmou que as entregas do Qatar continuarão suspensas até ao início de dezembro, ao abrigo da força maior, uma declaração do fornecedor de que acontecimentos fora do seu controlo impedem a entrega (Edison). A empresa contabiliza 35 carregamentos de gás natural liquefeito afetados desde abril, num total de 4,6 mil milhões de metros cúbicos. Diz ter substituído 23 no seu terminal do Adriático e poder continuar a abastecer os clientes. A resposta tem permitido manter o abastecimento, mas sob pressão: a Edison não revelou quanto custaram os carregamentos de substituição, e as entregas do Qatar ainda não foram retomadas.

Apesar da afirmação de Rezaei sobre um acordo parcial, Ormuz continua a ser uma rota de passagem escassa e dispendiosa, e o conteúdo da resposta dos EUA permanece por confirmar. O tráfego só regressará quando cessarem os ataques e forem publicadas rotas desimpedidas, não quando Teerão ou Washington anunciar um acordo.

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10/12/2026, 1:35:52 AM
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