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EU_PUBLIC_AFFAIRS07 / 10 · história do dia3 min · 761 palavras · 26 fontes

Kulbergs lidera com 35.6%, coligação incerta

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Escrito por IAto brief AI · 4 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

One uncertain share of the vote could reshape Latvia’s next government.

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o texto · 3 min de leitura

A United List, do primeiro-ministro Andris Kulbergs, obteve 35,6 por cento numa sondagem à boca das urnas conjunta realizada após a votação de sábado, mais de 24 pontos percentuais à frente do partido que ficou em segundo lugar (Apollo/LETA, BNN). A vantagem faz de Kulbergs o favorito destacado para formar o próximo governo da Letónia, mas não esclarece quem serão os seus parceiros: horas depois do fecho das urnas, ainda não havia uma contagem oficial dos mandatos.

Um pequeno partido pode alterar as contas

Atrás da United List, cinco partidos surgiam muito próximos, desde a Latvia First, com 11,3 por cento, até à New Unity, com 6,7 por cento. Todos ultrapassaram os cinco por cento dos votos nacionais necessários para eleger pelo menos um dos 100 deputados (Delfi/LETA). A Union of Greens and Farmers ficou abaixo do limiar, com 3,7 por cento (Rzeczpospolita).

Esse resultado tem mais peso do que parece. Os inquiridores falaram com mais de 6 500 eleitores, mas cerca de 30 por cento não quiseram revelar em quem tinham votado (Apollo/LETA). As recusas foram mais frequentes em Zemgale, região onde a Union of Greens and Farmers costuma ter bons resultados.

Se os eleitores que não responderam votaram como é habitual na região, a percentagem real do partido poderá estar mais perto do limiar do que sugere a sondagem. Os dados não permitem estimar a diferença. A sondagem também não abrangeu quem votou antes de sábado: foram mais de 169 600 pessoas (LSM). Os seus votos serão contados, embora não tenham sido incluídos no inquérito.

A contagem começou tarde. Alguns cidadãos que votaram antecipadamente voltaram a votar no dia da eleição; como só conta o último boletim de cada eleitor, as autoridades tiveram primeiro de consultar o registo eletrónico para identificar esses votos duplicados. Segundo a TVNET, a contagem só arrancou em todo o país após várias horas de atraso. As notícias descrevem um início lento, sem referir contestação dos boletins, mas não indicam que a contagem tenha sido verificada e confirmada.

Os parceiros contam mais do que as percentagens

A maioria na Saeima, o parlamento letão com 100 lugares, exige 51 votos. Depois de excluídas as listas que não atingem o limiar, os mandatos são distribuídos pelos cinco círculos eleitorais, pelo que não é possível converter diretamente as percentagens da sondagem em lugares (BNN).

Ainda assim, a sondagem aponta para parceiros possíveis. A imprensa polaca traçou cenários de coligação entre a United List e a nacionalista National Alliance, com a New Unity, de centro-direita, ou os liberais Progressives (Rzeczpospolita). Em ambos os cenários fica de fora a Sovereign Power/Young Latvians. A Euronews descreveu este partido como crítico do apoio à Ucrânia e do aumento das despesas com a defesa (Euronews Polska).

Esses cenários partem do princípio de que a Union of Greens and Farmers fica de fora do parlamento. Se ultrapassar o limiar na contagem oficial, retirará mandatos a todos os outros partidos e obrigará a refazer as contas de cada coligação possível. Um partido que esta noite parece dispensável poderá tornar-se necessário, ou o contrário.

Na noite eleitoral, Kulbergs ainda não tinha comentado possíveis parceiros, noticiou a Deutschlandfunk. O silêncio é coerente com a posição de um líder cujas opções dependem de números que ainda não conhece.

De Tallinn a Vilnius, os vizinhos acompanharam a eleição

Os países vizinhos acompanharam de perto a noite eleitoral. A televisão pública da Estónia, ERR, apresentou a disputa também como um confronto entre perspetivas voltadas para Leste e para Ocidente (ERR). A LRT da Lituânia já antecipara negociações difíceis para formar governo (LRT). Órgãos de comunicação social polacos e alemães divulgaram a sondagem à boca das urnas poucas horas depois da votação.

A atenção reflete o interesse regional em saber para que lado se inclinará o próximo governo letão. Ainda não há acordo de coligação nem programa que esclareça essa questão. O partido mais crítico da ajuda à Ucrânia não tem um caminho acordado para entrar no governo, e nenhum dos parceiros apontados pela sondagem deu sinais de que vá mudar de posição.

A certificação dos resultados determinará a margem de manobra de Kulbergs. Se a Union of Greens and Farmers ficar abaixo do limiar, mantêm-se possíveis as coligações já sugeridas pela sondagem, e ele poderá escolher entre partidos que, em termos gerais, partilham a sua orientação. Se conseguir eleger deputados, haverá mais partidos na Saeima e negociações mais difíceis por cada voto necessário. A tabela final da Central Election Commission mostrará qual destes governos a Letónia terá.

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10/4/2026, 2:00:44 AM
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