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EU_PUBLIC_AFFAIRS01 / 10 · história do dia3 min · 726 palavras · 41 fontes

Roménia investiga incêndio de petroleiro

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Escrito por IAto brief AI · 15 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Off Sulina, a cheaper coastal passage faces a question inspectors have yet to answer.

Composição da imagem · tobrief
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A investigação interessa para lá de um navio: alguns armadores navegam nas águas costeiras romenas para evitar o prémio adicional de um seguro contra riscos de guerra. O petroleiro YARA J, que seguia sem carga, incendiou-se quando estava fundeado no mar territorial da Roménia, ao largo de Sulina, junto à foz do Danúbio; os tripulantes apagaram o fogo, informaram que estavam todos em segurança e disseram não precisar de mais assistência (comunicado da Guarda Costeira, citado pela Euronews). O ministro interino da Defesa, Radu Miruță, afirma que nenhum radar militar ou da Guarda Costeira registou um drone a dirigir-se ao navio, que seguirá para Constanța para inspeção técnica (AGERPRES).

Drones no espaço aéreo, sem ligação comprovada

A suspeita de envolvimento de um drone tem fundamento. O Ministério da Defesa romeno informou que dois alvos aéreos entraram no espaço aéreo do país por volta das 20h04 de 14 de outubro. Os radares perderam um deles sobre o mar; o outro saiu do espaço aéreo às 20h13, em direção a Vylkove, cidade ucraniana (Radio Constanța). O incêndio foi comunicado pouco depois.

Falta, porém, estabelecer uma ligação entre os dois acontecimentos. Miruță afirmou não haver certeza de que algum dos drones tenha atingido o YARA J, e ainda não se sabe quem os operava. Até agora, a coincidência temporal situa o petroleiro num troço de mar perigoso, mas não permite traçar uma trajetória de voo até ao casco.

Este troço de mar tornou-se mais perigoso nos últimos dias. O primeiro-ministro da Bulgária afirma que um drone afundou um navio ao largo da costa búlgara. Sofia pediu aos aliados meios de vigilância marítima e aérea, equipamento contra drones e ajuda para investigar os ataques (Reuters). Esse afundamento, noticiado pelo To Brief no início da semana (To Brief), ajuda a enquadrar o incêndio de Sulina: a Bulgária descreve um ataque, enquanto a Roménia, até agora, fala apenas de um incêndio.

A faixa costeira fora do mapa de risco dos seguradores

A posição do navio importa, antes de mais, para determinar quem conduz a investigação. Nos termos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, o mar territorial de um país pode estender-se até 12 milhas náuticas da costa. A soberania do Estado abrange essas águas e o espaço aéreo sobre elas (UNCLOS); cabe, por isso, à Roménia conduzir a investigação sobre o YARA J.

O Joint War Committee de Londres, um painel do sector segurador que identifica as zonas marítimas consideradas de alto risco, alargou a zona de risco no mar Negro, mas excluiu as águas territoriais da Roménia, da Bulgária, da Türkiye e da Geórgia da lista publicada em 16 de setembro de 2026 (Lloyd’s Market Association).

Essa exclusão ganha peso à medida que aumenta o custo do seguro. A 9 de outubro, um corretor indicou prémios de seguro de risco de guerra entre 0,6 e 1 por cento do valor de uma embarcação, contra 0,2 a 0,5 por cento na semana anterior. Acrescentou que alguns armadores permanecem nas águas territoriais costeiras para evitar pagar essa cobertura adicional (USM). Para esses armadores, a faixa costeira romena é uma via mais barata de acesso ao Danúbio.

O YARA J estava fundeado dentro dessa faixa. Se os peritos confirmarem que o navio foi atingido por um drone, ficará confirmado um impacto em águas que o mapa dos seguradores exclui e que alguns armadores usam para reduzir custos. A inspeção em Constanța poderá responder a uma pergunta mais limitada: se o casco apresenta danos provocados por um drone. Talvez não permita identificar quem pilotou os drones. A decisão sobre uma eventual subida do custo da rota caberá aos subscritores, não aos inspetores.

Há factos que não estão em dúvida: o incêndio ocorreu e drones encontravam-se no espaço aéreo romeno minutos antes. O navio estava vazio e os tripulantes não sofreram ferimentos; até agora, ninguém estabeleceu uma ligação entre os drones e o fogo.

A Roménia ainda não determinou se um drone atingiu um navio nas águas costeiras que alguns armadores usam para evitar a cobertura adicional. A resposta cabe ao Ministério da Defesa, que prometeu uma inspeção técnica assim que o petroleiro chegar a Constanța (AGERPRES). Até serem divulgados os resultados, sabe-se onde ocorreu o incêndio e que foi comunicado pouco depois da deteção dos drones, mas não se confirmou o que o provocou.

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10/15/2026, 1:35:55 AM
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