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EU_PUBLIC_AFFAIRS01 / 08 · história do dia3 min · 605 palavras · 143 fontes

Rússia mobiliza 200 lançadores nucleares

Escrito por IAto brief AI · 19 de maio de 2026, 14:12
Como foi escrita

Conventional deterrence fractures as the era of heavy armor meets the drone.

Composição da imagem · tobrief
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A guerra dos drones na Ucrânia está a expor uma vulnerabilidade que a NATO ainda não resolveu. Menos de 20 operadores ucranianos destruíram a maior parte de uma coluna blindada da NATO durante um exercício militar sueco que terminou a 13 de maio. Seis dias depois, a Rússia iniciou um exercício das suas forças nucleares muito maior do que as manobras anuais habituais. Quando a dissuasão convencional parece menos sólida, a sinalização nuclear pesa mais.

O que vinte pilotos de drones deixaram à vista

O Aurora 26, um exercício com 18 000 militares em Gotland e no sul da Suécia, envolvendo 13 países aliados, destinava-se a testar a defesa contra ameaças híbridas. Duas pequenas equipas ucranianas de drones, convidadas para representar o adversário, transformaram-no numa demonstração incómoda. Num dos cenários, destruíram 28 dos cerca de 32 veículos blindados pesados e limparam uma pista inteira em 20 minutos, obrigando o exercício a ser interrompido três vezes para os defensores se reorganizarem.

O ministro sueco da Defesa, Pål Jonson, não tentou suavizar o resultado. «Foi absolutamente correcto que tivessem sido exigentes», afirmou, acrescentando que «a Ucrânia é a melhor do mundo nisto». O chefe das Forças Armadas, Michael Claesson, foi igualmente directo: todos os aliados da NATO têm de aprender a guerra dos drones «o mais depressa possível».

O exercício nuclear russo, já sem tratado

A 19 de maio, a Rússia iniciou um exercício nuclear de três dias envolvendo, em simultâneo, os três pilares da sua tríade nuclear: mísseis balísticos intercontinentais em terra, mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros estratégicos. Segundo os dados divulgados, estavam envolvidos mais de 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos. Os exercícios nucleares anuais russos «Grom» costumam mobilizar alguns milhares de militares e um número limitado de lançamentos de teste. Este foi de outra escala.

A Bielorrússia participou nas manobras, treinando explicitamente «a entrega de munições nucleares e a sua preparação para uso». Moscovo instalou em território bielorrusso o sistema de mísseis de alcance intermédio Oreshnik, a partir do qual pode atingir qualquer capital europeia em menos de dez minutos. Nenhum membro europeu da NATO dispõe de uma capacidade equivalente.

O exercício foi também o primeiro grande teste desde que o Novo START, o último tratado entre os Estados Unidos e a Rússia para limitar arsenais nucleares, expirou a 5 de fevereiro. Pela primeira vez desde 1972, não há um mecanismo juridicamente vinculativo de verificação. A NATO deixou de poder confirmar o número de ogivas russas através de inspecções previstas em tratado e depende agora de imagens de satélite e informação de sinais.

Os drones já atravessam fronteiras

A desordem convencional criada pela guerra dos drones ucraniana está a chegar a território aliado. A 15 de maio, a Finlândia encerrou o aeroporto de Helsínquia-Vantaa durante três horas e pediu a 1,7 milhões de residentes que permanecessem em casa, depois de informações indicarem que drones ucranianos a caminho da Rússia poderiam desviar-se para o espaço aéreo finlandês. Nove voos foram desviados. Nenhum drone apareceu, mas o encerramento mostrou até onde se estende agora a periferia da guerra.

Quatro dias depois, um F-16 romeno integrado na missão de policiamento aéreo da NATO no Báltico, a patrulha rotativa que protege o espaço aéreo dos Estados bálticos, abateu um drone não identificado sobre o sul da Estónia (Uudis.net, Polsatnews). Foi o primeiro abate deste tipo na história do país. O ministro da Defesa, Hanno Pevkur, disse que se trataria provavelmente de um drone ucraniano que se desviou da rota. O incidente ocorreu durante o exercício estónio Spring Storm, que nessa mesma semana estava a treinar cenários de resposta a drones.

Estes incidentes alimentaram a divergência diplomática mais visível da semana. O Presidente finlandês, Alexander Stubb, propôs um diálogo europeu coordenado com Putin, condicionado a mandatos dos líderes europeus e da Ucrânia. O Presidente lituano, Gitanas Nausėda, rejeitou a ideia sem ambiguidade. A divergência vai além de dois chefes de Estado: a Europa não tem uma posição comum sobre como falar com Moscovo enquanto a postura nuclear russa se intensifica e drones desviados chegam a território aliado.

A cimeira da NATO em Ancara, em julho, tentará aproximar estas posições. Chega num momento em que as forças convencionais da Aliança acabam de ser expostas por drones baratos, a Rússia demonstrou capacidade nuclear em escala alargada e a arquitectura de tratados que garantia alguma transparência mútua desapareceu. A forma como os aliados chegarem à Turquia, com uma doutrina para drones, uma revisão da postura nuclear ou apenas mais desacordo, definirá o verão.

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5/19/2026, 2:55:24 PM
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