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EU_PUBLIC_AFFAIRS10 / 10 · história do dia3 min · 796 palavras · 46 fontes

Despesa antidrones sextuplica, entregas ficam aquém

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Escrito por IAto brief AI · 9 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Europe’s drone defences wait for places to prove they work.

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Os sistemas antidrones e de defesa antiaérea de muito curto alcance destinam-se a travar drones e mísseis perto dos alvos. Entre 2024 e 2025, os governos europeus multiplicaram por seis a despesa nestes equipamentos. Ainda assim, apenas cerca de um terço dos programas deverá entregar equipamento até 2030, segundo uma avaliação reservada da UE citada por dois órgãos de comunicação (Euronews, Dossier Bruselas). Os líderes da UE deverão discutir as conclusões a 15 e 16 de outubro (AED). O público não sabe quais são os programas atrasados nem porquê.

A avaliação foi preparada para os governos, não para publicação. Os dois órgãos citam os mesmos valores, mas nenhum identifica os programas, diz quantos são ou indica que países os conduzem. Sem essa lista, não é possível confirmar, fora dos governos, se ambos se referem aos mesmos programas.

Há ainda duas lacunas que limitam o que se pode concluir dos números. Nenhuma das notícias esclarece se «entregar» significa fornecer o equipamento, obter a aceitação de um exército ou deixá-lo pronto para combate. A subida de seis vezes mede a despesa, mas nenhuma das notícias indica o valor de partida em euros; por isso, não permite saber quantos sistemas operacionais adicionais foram obtidos.

Comprar é apenas o primeiro passo

Uma dotação orçamental permite celebrar um contrato, mas o equipamento tem depois de ser testado e considerado seguro, e as tripulações têm de receber formação. Também é preciso integrá-lo com os sensores e os sistemas de comando que determinam se um drone é hostil. A 6 de outubro, a Agência Europeia de Defesa (AED), que coordena o planeamento militar entre governos da UE, alertou para a falta de campos de tiro, equipamento de ensaio, procedimentos comuns e pessoal qualificado. Acrescentou que construir centros de ensaio em número suficiente antes de 2030 demoraria demasiado (AED).

O caso espanhol mostra a duração deste processo. Em junho de 2024, os ministros autorizaram a compra de 14 sistemas antidrones ARACNE, estimada em 30,24 milhões de euros (La Moncloa). Em outubro de 2026, uma unidade de defesa antiaérea do Exército já tinha recebido o primeiro equipamento e testado as funções de interferência eletrónica. O teste para saber se os sistemas conseguem destruir fisicamente drones ficou para um exercício posterior, sem data divulgada (Defensa y Seguridad). As fontes não indicam uma data de entrega prevista, pelo que o caso mostra a extensão do processo, mas não comprova um atraso.

A Alemanha enfrenta outro problema: para quem está de fora, é difícil perceber quando chegará o equipamento. A Bundeswehr encomendou 19 viaturas antiaéreas Skyranger 30, uma das quais destinada a testes (Bundeswehr). O organismo de aquisição da Bundeswehr prevê agora entregas em série a partir de meados de 2027, em vez de meados de 2026 (t-online). A fabricante, Rheinmetall, contesta que o atraso seja de um ano inteiro e atribui o adiamento, mais curto, a uma alteração pedida pelo cliente. Quando comprador e fornecedor divergem sobre o calendário, o público dificilmente consegue verificar qual dos dois tem razão.

Quem encomenda, quem paga, quem protege

A Polónia mostra a rapidez com que um governo pode comprar quando decide fazê-lo. A 30 de janeiro de 2026, a Agência de Armamento polaca assinou um contrato para um sistema nacional antidrones no valor aproximado de 15 mil milhões de zlótis líquidos (Governo polaco). O fornecedor é um consórcio liderado pelo grupo polaco PGZ e pela norueguesa Kongsberg. Varsóvia encomendou o sistema e irá operá-lo; a maior parte do financiamento provém de empréstimos do SAFE, o mecanismo de financiamento da UE para a defesa.

Esta divisão de tarefas repete-se pela Europa: os governos encomendam e operam o equipamento, os empréstimos da UE ajudam a pagá-lo e a agência identifica os estrangulamentos. Um empréstimo europeu não transforma uma compra nacional numa defesa europeia partilhada.

Até agora, o esforço conjunto europeu existe sobretudo no papel. A 28 de setembro, os governos da UE designaram o DECODER como projeto conjunto de drones e sistemas antidrones, cuja dimensão foi estimada em 3,5 a 5 mil milhões de euros até 2033 (decisão do Conselho). A estimativa serve para planeamento: não corresponde a dinheiro atribuído nem a equipamento encomendado. Nem a decisão nem as notícias aqui citadas relacionam o DECODER com a previsão de que apenas um terço dos programas será entregue. Também não dão elementos para avaliar se os participantes irão construir ou operar equipamento em conjunto.

Se o excerto divulgado for fiel à avaliação, a subida da despesa europeia deverá ainda deixar a maioria destes programas por entregar até 2030. Só a agência e os governos que receberam o documento podem dizer quais são esses programas e o que significa «entregar». Devem divulgar a lista e a definição antes da reunião dos líderes na próxima semana.

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10/9/2026, 1:27:01 AM
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