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EU_ECONOMICS03 / 17 · história do dia3 min · 745 palavras · 42 fontes

Operadores reservam gás grego para norte

Escrito por IAto brief AI · 11 de julho de 2026, 02:50
Como foi escrita

The Vertical Gas Corridor only functions when every national segment is linked.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

Nos leilões de capacidade de julho, os operadores reservaram cerca de 46% da capacidade de exportação disponível em Sidirokastro, o principal ponto de interligação de gás entre a Grécia e a Bulgária, com algumas reservas a estenderem-se até 2040/41 (Serbia Energy, News247). É capital comprometido com o Corredor Vertical de Gás, uma sequência de gasodutos pensada para levar gás natural liquefeito, importado através de terminais gregos, para norte, pelos Balcãs, até à Europa Central. Pela primeira vez, a rota produziu um sinal comercial sério. Falta saber se a aritmética se mantém em todas as fronteiras.

Cada fronteira é uma portagem

O corredor não é um único gasoduto. Os navios de GNL atracam em Revithoussa, perto de Atenas, ou em Alexandroupolis, no norte da Grécia. O gás liquefeito é regaseificado e entra na rede grega. Depois atravessa para a Bulgária por dois pontos fronteiriços e segue pelos gasodutos romenos, aproveitando em parte infraestruturas que antes transportavam gás russo para sul, em direção à Hungria, à Eslováquia, à Moldávia e à Ucrânia (Powergame, DW România).

A rede europeia de gás não funciona como uma autoestrada. Em cada fronteira nacional, um operador tem de reservar capacidade de entrada e de saída, pagar a tarifa local de transporte e cumprir regras de balanço, isto é, a obrigação diária de fazer corresponder o gás introduzido no sistema ao gás retirado. A rota só funciona se a capacidade for reservada ao mesmo tempo em todos os troços. Se uma fronteira falhar, o corredor deixa de existir como percurso comercial.

Foram os cortes tarifários que tornaram possíveis as reservas de julho. Depois das reduções no troço romeno, o custo de transportar gás da Grécia para a Ucrânia caiu de 9,39 euros por megawatt-hora para cerca de 5,85 euros (Euro2day). Esse preço já foi suficientemente baixo para os operadores assumirem compromissos.

Os terminais gregos estão a encher

No primeiro semestre de 2026, Revithoussa processou 18,61 TWh de gás, enquanto Alexandroupolis movimentou 3,46 TWh, mais do triplo do volume registado um ano antes (Iefimerida). No último leilão de capacidade em Alexandroupolis, toda a capacidade oferecida foi vendida, com compradores a pagarem acima do preço de reserva porque o acesso era limitado (BankingNews).

A Grécia ganha receitas de trânsito, receitas nos terminais e margem negocial nas conversas regionais sobre abastecimento. A Bulgária ganha uma rota alternativa ao seu contrato problemático de taxa fixa com a turca Botaş para acesso a GNL, criticado por alegadamente só usar entre 10% e 20% da capacidade contratada (Fakti).

A concorrência que o corredor tem de vencer

A Roménia é o ponto de articulação do corredor e, ao mesmo tempo, o seu potencial concorrente. Hoje transporta gás em trânsito, mas o campo Neptun Deep, no mar Negro, com recursos estimados em cerca de 100 mil milhões de metros cúbicos, poderá começar a produzir por volta de 2027 (HotNews). Se o gás romeno chegar em escala aos mercados da Europa Central, os compradores poderão precisar menos do GNL encaminhado pela Grécia.

O gás russo também não desapareceu. Segundo a ACER, a agência dos reguladores europeus da energia, ainda representava cerca de 12% do consumo da UE entre janeiro e maio de 2026, com as importações por gasoduto a subirem 7% e as importações de GNL a aumentarem 11% face ao ano anterior (InvestEnergy). Para países como a Eslováquia, onde a indústria intensiva em energia depende de gás acessível, a questão é saber se o GNL que chega pela Grécia consegue competir em preço com os contratos ainda ligados à Rússia (Energie-portal).

O quadro mais vasto da oferta aumenta a pressão. A UE precisa de importações de GNL cerca de 13% acima dos níveis de 2025 para voltar a encher as reservas até 90% antes do inverno (Euronews). A Energocom, empresa pública de energia da Moldávia, já reservou capacidade na fronteira entre a Roménia e a Moldávia, sinal de que a rota está comercialmente ativa para pelo menos um comprador de menor dimensão (Moldova1).

As reservas de julho mostram que os operadores estão dispostos a pagar por esta rota quando o preço faz sentido. O corredor reduz o risco de dependência de um único fornecedor numa região que sentiu diretamente a pressão russa. Mas ainda não há registo público de capacidade reservada em simultâneo em todas as fronteiras, da Grécia até aos destinos finais. Continuará a ser o elo mais fraco da cadeia a decidir se o gás chega.

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7/11/2026, 2:11:39 AM
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