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EU_PUBLIC_AFFAIRS05 / 10 · história do dia3 min · 861 palavras · 55 fontes

Novos ataques ameaçam meta ucraniana de 19.6 GW

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Escrito por IAto brief AI · 18 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Ukraine’s winter power plan awaits a measure of what the strikes destroyed.

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o texto · 3 min de leitura

Um ataque russo com drones e mísseis, na noite de 16 para 17 de outubro, atingiu instalações energéticas em dez regiões, segundo o Ministério da Energia da Ucrânia. Os doadores europeus estão a financiar parte das reparações destinadas a manter a rede elétrica ucraniana em funcionamento durante o inverno. Kyiv ainda não revelou quanta capacidade de produção ou transporte de eletricidade foi destruída; sem esse número, não é possível saber se o plano para o inverno continua ao alcance.

Duas cidades, uma subestação

Vinnytsia acordou sem eletricidade. Os serviços essenciais recorreram a geradores e os transportes elétricos da cidade pararam. A operadora regional Vinnytsiaoblenergo atribuiu o apagão a danos numa única subestação, que serve dezenas de milhares de ligações de consumidores, e repôs a eletricidade por fases (Ukrinform).

Uma subestação reduz a tensão da eletricidade de alta tensão para que possa ser usada em casas e empresas. Se uma destas instalações deixar de funcionar, uma cidade pode ficar às escuras mesmo que as centrais que a abastecem continuem a produzir. É o dano mais concreto de que há registo.

Em Zhytomyr, várias casas ficaram sem eletricidade e água enquanto as estações de bombagem passaram a funcionar com geradores. O governador Vitalii Bunechko referiu danos em várias instalações energéticas da região, mas não as identificou nem indicou a capacidade de que dispunham (Suspilne).

Um balanço nacional com lacunas

O Presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que a Rússia atacou mais de 15 instalações importantes de produção e transporte de eletricidade, com mais de 320 drones Shahed e mísseis de cruzeiro e balísticos (Zelenskyy). «Atacou» é o termo usado por Zelenskyy; a declaração não identifica instalações que tenham sido efetivamente danificadas.

A Força Aérea ucraniana registou impactos em 22 locais (Força Aérea Ucraniana). A contagem inclui ataques a alvos de todos os tipos, pelo que não permite confirmar quantas instalações energéticas foram atingidas.

De manhã, a eletricidade tinha sido reposta em mais de 500 mil pontos de consumo, segundo o Ministério da Energia — uma contagem de ligações, não de pessoas (Ministério da Energia da Ucrânia). O ministério não indicou quantas ligações continuavam sem energia. Atribuiu ainda os cortes rotativos nas habitações nesse dia a ataques anteriores, pelo que os novos danos atingiram uma rede já condicionada pelos estragos acumulados.

Porque é que o número em falta importa para a Europa

Em agosto, o ministro da Energia, Denys Shmyhal, disse que a Ucrânia dispunha de cerca de 15 GW para responder ao pico da procura ao fim do dia, incluindo as importações. A meta era chegar aos 19,6 GW até 1 de novembro, desde que as centrais reparadas não voltassem a ser atingidas (Governo ucraniano). Os gigawatts medem a potência que a rede consegue fornecer num dado momento. Ao fim do dia, quando as famílias ligam mais equipamentos, uma falta de potência pode traduzir-se em apagões.

Kyiv não revelou se o ataque atingiu alguma das centrais reparadas, nem publicou uma estimativa atualizada da capacidade disponível. Sem esses dados, ninguém fora do Ministério da Energia consegue avaliar se a meta de novembro continua ao alcance.

As importações da UE podem atenuar uma eventual falta de eletricidade. Em janeiro, o limite de importação na fronteira comum da UE, da Ucrânia e da Moldova era de 2 450 MW (DiXi Group). Esse limite é inferior à diferença entre os 15 GW de que Shmyhal falava em agosto e a meta de novembro. Determina quanta eletricidade pode atravessar a fronteira, mas não garante que seja entregue; depois de entrar na Ucrânia, a energia continua a circular por linhas que também são atingidas.

O fornecimento de equipamento depende dos doadores. A Energy Community, organismo criado por tratado que alarga as regras energéticas da UE a países vizinhos, gere um fundo que reúne contribuições para financiar transformadores e geradores. Numa atualização de outubro, informou que os fornecedores tinham entregue equipamento no valor de 102,5 milhões de euros entre junho e setembro, estando prevista a entrega de mais 154,2 milhões de euros até ao fim do ano (Energy Community).

A 4 de outubro, o chanceler Friedrich Merz prometeu cerca de 350 milhões de euros para geradores, equipamento para subestações e reparações (Governo alemão). Uma promessa de financiamento não equivale a um transformador instalado numa subestação. A informação disponível não permite ainda associar às reparações desta semana nem as entregas do fundo nem o financiamento de Berlim.

A permanência das instalações reconstruídas também depende da defesa aérea. A CNN noticiou, citando uma fonte não identificada, que a Ucrânia tinha ficado sem intercetores Patriot, embora nenhum responsável ucraniano, norte-americano ou da NATO o tenha confirmado (To Brief). Se a notícia estiver correta, as instalações reparadas estarão mais expostas. Nada indica que a falta de intercetores tenha causado estes cortes de energia.

O ataque deixou cidades sem eletricidade e danificou instalações energéticas em várias regiões; a informação disponível sustenta estas conclusões. Ainda não permite avaliar como ficará o abastecimento ucraniano durante o inverno. Para isso, faltam uma lista dos ativos danificados e uma estimativa da capacidade perdida, dados que só o Ministério da Energia pode divulgar. Até lá, os governos europeus financiam um programa de reparações cuja meta de novembro ninguém fora de Kyiv consegue verificar.

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10/18/2026, 1:33:55 AM
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