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EU_PUBLIC_AFFAIRS03 / 10 · história do dia3 min · 727 palavras · 39 fontes

UE critica licença dos EUA para gasóleo russo

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Escrito por IAto brief AI · 17 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Europe records its objection while Washington’s diesel permission remains unused.

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o texto · 3 min de leitura

A 16 de outubro, os líderes da UE manifestaram formalmente a sua oposição à decisão dos Estados Unidos de autorizar o comércio de gasóleo russo. No parágrafo 25 das conclusões da cimeira, escreveram que «lamentam» a decisão (Conclusões adotadas). A frase não altera a legislação europeia e, apesar das divergências entre os líderes sobre o custo dos combustíveis, transforma queixas nacionais dispersas numa posição comum.

A palavra escolhida foi «lamentam», uma fórmula diplomática aquém da condenação: regista desaprovação sem comprometer ninguém a agir.

O que permite a licença dos EUA

A 9 de outubro, o gabinete de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu a Licença Geral 135. Esta autoriza a venda, entrega e importação de gasóleo de origem russa, incluindo para os Estados Unidos, até 7 de abril de 2027 (Licença Geral 135 do OFAC). Uma licença geral elimina, de uma só vez, o impedimento jurídico para toda uma categoria de operações. Esta não identifica compradores, navios ou preços, nem exige contrapartidas à Rússia.

Não se sabe se alguém já recorreu à licença. Um conselheiro do Kremlin afirmou no início desta semana que poderiam ser assinados contratos em poucos dias (To Brief). A 16 de outubro, a Reuters noticiou que o fundo soberano russo ainda procurava perceber como seriam feitos os pagamentos por compradores norte-americanos (Reuters). Nada do que foi noticiado demonstra uma venda concluída ou um carregamento com destino aos Estados Unidos.

Mesmo nos EUA, o efeito nos preços parece limitado. A S&P Global concluiu, a 12 de outubro, que a autorização dificilmente reduzirá de forma significativa o preço do gasóleo no país a curto prazo (S&P Global). Uma das razões é que os primeiros volumes poderão corresponder a exportações que a Rússia já realiza.

Porque as regras europeias continuam em vigor

O Conselho Europeu, onde se reúnem os líderes nacionais da UE, define a orientação política, mas não pode aprovar leis. As suas conclusões registam intenções; não vinculam empresas ou tribunais.

As regras vinculativas constam da legislação europeia sobre sanções, que a licença de Washington não altera. O artigo 3.º-M do regulamento da UE relativo às sanções contra a Rússia continua a proibir a entrada de gasóleo russo na União (Regulamento da UE).

As empresas europeias continuam sujeitas às regras mesmo quando o combustível se destina a outros mercados. Os transportadores e as seguradoras europeus só podem transportar ou segurar produtos petrolíferos russos vendidos a outros países se o preço ficar abaixo do limite máximo fixado pela UE (Orientações da Comissão sobre o limite máximo de preços). Alterar qualquer uma destas regras exigiria um novo ato jurídico, aprovado por unanimidade pelos governos dos Estados-Membros. Nenhum governo propôs essa alteração.

Uma frase acordada apesar das divergências

Os líderes chegaram a esta formulação apesar de terem posições muito diferentes. A 15 de outubro, Rumen Radev, da Bulgária, foi questionado sobre o seu apoio à decisão norte-americana (Club Z). Respondeu que o problema imediato da Europa eram os preços elevados dos combustíveis e que valorizava qualquer medida que os reduzisse.

O eslovaco Robert Fico expressou a mesma queixa de forma mais contundente. Criticou o facto de os americanos defenderem os seus interesses nacionais enquanto a UE aplica sanções e paga caro pelo gasóleo (Aktuality.sk).

O primeiro-ministro neerlandês, Rob Jetten, assumiu posição contrária. Disse ao parlamento, a 13 de outubro, que os Países Baixos tinham pedido a Washington que não avançasse (Registo parlamentar neerlandês). Nenhuma destas posições levou a uma proposta para alterar as regras europeias relativas ao gasóleo.

Os líderes mais preocupados com o preço dos combustíveis também assinaram as conclusões. Radev e Fico, ambos favoráveis à possibilidade de comprar combustível russo mais barato, aceitaram um texto que lamenta a decisão dos EUA.

Essa aceitação tem uma consequência mais ampla. As mesmas conclusões comprometem a UE a reduzir as receitas energéticas da Rússia, pelo que Sófia e Bratislava subscreveram também esse objetivo (Conclusões adotadas). As suas queixas sobre o custo dos combustíveis ficaram registadas, mas não como posição da UE.

Apesar das divergências, os líderes europeus acordaram em contestar por escrito uma autorização norte-americana. As proibições da UE e as restrições ao transporte de gasóleo russo continuam a aplicar-se às empresas europeias, independentemente do que Washington autorize. Até agora, não há notícia de qualquer compra concluída ao abrigo da licença dos EUA. A Europa registou uma objeção política a um comércio autorizado, mas cuja concretização ainda não foi demonstrada.

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