Skip to main content
EU_PUBLIC_AFFAIRS01 / 10 · história do dia3 min · 828 palavras · 42 fontes

Trump suspende novas sanções à Rússia

✦
Escrito por IAto brief AI · 18 de outubro de 2026, 02:50
Como foi escrita

Washington pauses new penalties while Russian energy continues to reach European ports.

Composição da imagem · tobrief
o texto · 3 min de leitura

Donald Trump suspendeu um pacote de novas sanções dos Estados Unidos à Rússia antes de entrar em vigor. Uma ordem executiva de 16 de outubro afasta medidas aprovadas pelo Congresso e promulgadas pelo Presidente em setembro (Casa Branca, lei promulgada). As sanções norte-americanas já existentes e todas as sanções da UE continuam em vigor. A pressão adicional de Washington fica suspensa, enquanto a Europa aplica as suas próprias regras e parte da energia russa continua a entrar legalmente na UE.

O que a ordem suspende

A Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act, assinada por Trump a 18 de setembro, deu à administração 30 dias para agir. Previa direitos aduaneiros até 500 por cento sobre produtos russos, além de novas sanções contra bancos russos e petroleiros da frota paralela, os navios envelhecidos que a Rússia usa para transportar petróleo fora do alcance dos controlos ocidentais (lei promulgada).

A medida de maior alcance era um direito aduaneiro «secundário», até 100 por cento, sobre produtos dos maiores compradores de petróleo e gás russos. Os importadores norte-americanos pagariam essa taxa na fronteira sobre tudo o que esses países vendessem aos EUA, mesmo que os produtos não tivessem qualquer relação com a energia russa. A ordem enumera essas taxas e depois suspende-as, juntamente com as restrições previstas a responsáveis russos, bancos, empresas do sector energético e navios (Casa Branca).

A ordem mantém todas as sanções impostas ao abrigo de anteriores ordens executivas, pelo que dizer que Trump levantou todas as sanções à Rússia exagera o alcance da decisão. A suspensão não tem prazo e mantém-se até que o Presidente ou o secretário de Estado decidam em contrário. A lei exigia uma certificação escrita e um relatório ao Congresso que explicassem a decisão (Código dos EUA). A Casa Branca afirma que ambos foram enviados, mas a ordem publicada limita-se a dizer que a suspensão serve o interesse nacional dos Estados Unidos.

Sem uma justificação publicada, o alcance das tarifas é o argumento mais forte a favor da suspensão: teria penalizado economias inteiras por aquilo que pagam pela energia. A Hungria continua a comprar à Rússia a maior parte do petróleo e do gás que consome, segundo dados da Comissão Europeia citados pela Portfolio. Como a ordem não identificava nenhum país, porém, nenhum governo europeu pode afirmar que escapou a uma tarifa que lhe fosse efectivamente dirigida.

O que a Europa ainda pode fazer

Uma ordem norte-americana não altera a legislação da UE. As sanções europeias são acordadas pelos governos dos Estados-Membros no Conselho da União Europeia, onde cada governo dispõe de poder de veto. Depois de aprovadas, assumem a forma de regulamentos, directamente aplicáveis em todos os Estados-Membros sem necessidade de legislação nacional.

Essas regras mantêm-se, incluindo as proibições de entrada nos portos para os navios da frota paralela abrangidos pelas sanções. Em julho, a UE acrescentou 41 embarcações à lista (Conselho da União Europeia).

A suspensão é distinta de uma decisão tomada por Washington uma semana antes. A 9 de outubro, o Tesouro dos EUA emitiu a Licença Geral 135, que permite a entrega de gasóleo russo nos Estados Unidos até 7 de abril de 2027 (OFAC). Os líderes da UE lamentaram essa licença nas conclusões da cimeira de 16 de outubro (Conselho Europeu), como noticiámos (To Brief).

As regras europeias também deixam espaço para a entrada de energia russa. O plano da UE para eliminar gradualmente o gás russo permite que certos contratos de longo prazo se mantenham durante um período de transição, pelo que algum gás natural liquefeito russo continua a chegar legalmente. A Urgewald, um grupo alemão de activismo, contabilizou 12,18 milhões de toneladas de gás natural liquefeito russo do Árctico chegadas a portos da UE entre janeiro e setembro e concluiu que a França recebeu a maior parte das entregas de setembro (Urgewald).

Quem contestou a decisão e o que ainda não foi medido

Volodymyr Zelenskyy alertou que aliviar a pressão encorajaria Vladimir Putin, enquanto a Ucrânia se prepara para enfrentar ataques de inverno à sua rede eléctrica. Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin, saudou a suspensão como histórica (Guardian).

Em Washington, deputados dos dois partidos contestaram a decisão, entre eles o democrata Chuck Schumer e o republicano Thom Tillis, mas não se seguiu qualquer iniciativa para revogar a ordem (AP). Ainda não foi calculado quanto rendimento adicional, se algum, a suspensão proporciona a Moscovo.

As novas sanções norte-americanas estão suspensas por força da ordem em vigor, e só o Presidente ou o secretário de Estado as podem reactivar. As sanções anteriores dos EUA e as sanções europeias continuam a aplicar-se. Como as regras da UE ainda permitem a entrada de alguma energia russa no bloco, a pressão que Moscovo sentirá neste inverno depende em grande medida do alcance das medidas que os governos europeus tomarem para fechar as brechas que restam, desde o abastecimento de petróleo da Hungria até aos terminais franceses de gás natural liquefeito.

Details about this article
Model:
claude-opus-5-5
Generated:
10/18/2026, 1:33:41 AM
Pipeline run:
eu_pipeline_20261018_005006
Watermark:
SynthID (Google's invisible watermark)
Human review:
None before publication
Learn more about our methodology →